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Spyro the Dragon foi o primeiro jogo de aventura e o segundo jogo
lançado pela Insomniac Games no ano de 1998 e apresenta um mundo
totalmente diferente do jogo anterior Disruptor. A Insomniac Games
deixava de lado as missões extraterrestres de Disruptor para entrar de
cara no projeto do Spyro que seria, mais tarde considerado o mascote
da Sony nos Estados Unidos.
Para o jogo emplacar de vez o PlayStation nos Estados Unidos foi
fácil, já que a história de Spyro é atraente e agrada, principalmente,
às crianças pelo carisma do personagem e pelos cenários bonitos.
O jogo apresenta gráficos excepcionais para a época, apresentando uma
engine que seria capaz de construir cenários distantes com uma certa
nitidez, coisa que não acontecia em muitos jogos da época, onde o
cenário era montado quando estivesse próximo. Nesse jogo é possível
perceber tudo, até a respiração de Spyro.
Spyro não apresenta tantos poderes nesse jogo, até porque ele ainda
era pequeno... ops, novinho! Ele apenas sabe planar por alguns
segundos, usa sua baforada de fogo para derrotar inimigos sem armadura
e seus chifres para derrotar inimigos mais precavidos (com escudos ou
armaduras). Ele só pode voar mesmo nas fases chamadas Flights que
funcionam como minigames que não são difíceis de serem completados
devido à jogabilidade que ajuda bastante no jogo. Até mesmo quem não
tem intimidade com o controle do PlayStation não sentirá tanta
dificuldade de aprender os movimentos.
O problema que ocorre na maioria de jogos em 3D ocorre em Spyro the
Dragon também: a câmera. Você passará a maior parte do tempo apertando
os botões L2 e R2 para ajustar a câmera. Isso é o que prejudica a
jogabilidade. Ela é perfeita para o personagem, mas a câmera atrapalha
nesse ponto. Sugiro que pause o jogo e ajuste a câmera para Active,
porque assim ela seguirá Spyro por trás, mas mesmo assim, ainda
atrapalha um pouco, mas pelo menos, você não precisará ficar apertando
L2 e R2 direto.
Devido ao controle ser fiel aos movimentos, o desafio acaba sendo um
pouco prejudicado... Prejudicado, como? O desafio acaba sendo o ponto
fraco do jogo, pois não há puzzles, nem fases mais complicadas. As
fases são relativamente fáceis. Quem está mais acostumado com jogos
mais complicados não sentirá nenhuma dificuldade de fechar o jogo em
algumas horas. Talvez pelo fato de o jogo ter sido feito para
crianças, a Insomniac Games não se preocupou em fazer um jogo que
fosse complicado para elas.
As músicas do jogo foram todas compostas pelo integrante do grupo The
Police, Stewart Coppeland. Elas ficaram muito boas e combinam
perfeitamente com o jogo, sendo bem mixadas e não repetitivas. Os
efeitos sonoros também são muito bons, dá até para ouvir a risada do
ladrão de ovos aumentando conforme se aproxima dele. Efeito muito bom
que dá um toque de realismo aos efeitos sonoros do jogo. O único
efeito sonoro que não ficou muito claro foram os das jóias que, às
vezes, parece que não estamos pegando nada.
No geral, o game fez sua parte e não decepcionou ninguém, sendo
considerado até um dos melhores jogos de PlayStation para se jogar.
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