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Spyro: Enter the Dragonfly pode ser considerado por nós, fãs de
Spyro, como um buraco no meio do caminho da história do dragãozinho do
mundo dos games. Spyro 3 alternativo tinha muitos bugs, mas era
compreensível, já que se tratava de uma versão hackeada do jogo
original, mas Enter the Dragonfly, sendo original ou não, apresenta os
mesmos bugs, mas chegam a frustrar mais ainda do que o fato de ovos e
itens sumirem dos cenários.
Em Enter the Dragonfly não somem itens, mas os cenários inteiros.
Spyro fica andando no meio do nada, sem saber onde está "pisando",
chegando a morrer a qualquer momento, principalmente na fase do
vulcão.
Comecei a falar dos bugs do jogo, mas vamos falar dos pontos positivos
dele... Ah, deixe-me pensar... Não sei nem onde começar, já que é
difícil achar um ponto positivo para o jogo... Ah, os efeitos sonoros
ficaram parecidos (só parecidos) com a versão da Insomniac Games, já
que foram compostas novamente por Stewart Copeland, mas infelizmente
acho que até nesse ponto o jogo pecou um pouco. Os efeitos sonoros
ficaram bons, porém há falhas. Os sons param em alguns momentos,
deixando de lado o clima que o jogo deveria ter.
Outro ponto que o jogo peca é no enredo. Simplesmente esqueceram que
Hunter e Bianca começaram a namorar em Spyro 3 e, nesse jogo, Bianca
quase não aparece e nem Hunter. A história deles foi esquecida pelos
escritores dessa aventura. O enredo no geral está confuso. Segundo o
jogo, após o Ano do Dragão, chegou a hora dos dragões receberem seus
dragonflies (libélulas, como Sparx), mas de repente, aparece (do
nada!) Ripto e seus capangas e espalham os dragonflies pelo mundo dos
dragões... Para quê isso, se logo depois ele foge? Nada a ver com
nada...
Nesse jogo Spyro ganha novas habilidades de baforada: gelo,
eletricidade e bolhas que servem para capturar os dragonflies. O
objetivo do jogo é esse: resgatar os dragonflies que foram roubados
por Ripto e espalhados pelo mundo dos dragões. A idéia de lançar novas
baforadas foi muito boa, mas a Check Six não soube se aproveitar
desses novos recursos...
Mais um defeito do jogo: jogabilidade pobre. Você só controla nesse
jogo o Spyro, e só é ele mesmo! Esqueceram que no jogo anterior
podíamos controlar até 5 personagens diferentes. Os desafios de tanque
do jogo não fazem sentido e são muito fracos. Quando Spyro se aproxima
de um personagem, mesmo que esteja um pouco distante, o jogo te "puxa"
para obrigar a conversar com tal personagem, impedindo que você
complete algum desafio que esteja realizando, mesmo assim, Spyro tem
dificuldade de se virar para o personagem quando vai conversar,
parecendo robô! Os personagens que conversam não tem reação alguma ao
que falam. O jogo sendo para PlayStation 2 e GameCube já tinha
recursos tecnológicos suficientes para animar melhor os personagens,
aproximando-os da realidade, mas não foi o que a Check Six fez.
Depois desse jogo, não tivemos mais notícias da empresa que o
desenvolveu (ou destruiu...). Se você buscar essa empresa no site da
GameSpot, você só verá o jogo que estamos falando, ou seja, parece que
ela só fez Enter the Dragonfly e acabou! Mancada da Universal Studios
ao escolher uma softhouse estreante para produzir um jogo para um
personagem consagrado como Spyro. |