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Ficha Técnica

crashontherun
Produtora(s):King
Publicadora(s):Activision
Plataforma(s):Android, iOS
Gênero(s):Corrida Infinita
Modo(s):1 Jogador/ Multiplayer
Data(s) de Lançamento:22 de Abril de 2020 (Beta)
25 de Março de 2021 (Lançamento Oficial)
Título(s) Alternativo(s):Crash Bandicoot! Multi-World (JP)

Crash Bandicoot: On the Run! é a nova aventura do marsupial produzido pela pela desenvolvedora King.

Este é um jogo do estilo corrida infinita (Endless runner) onde Crash percorre vários locais para derrotar vilões já conhecidos da série. Aqui Crash corre automaticamente, mas o jogador pode controlá-lo deslizando para se esquivar, pular, deslizar ou girar. É necessário quebrar caixas para coletar itens para que Coco possa criar uma poção que derrotará os chefes das fases.

O jogo foi primeiramente lançado em Soft-Launch em abril de 2020 apenas em algumas localidades, na época era conhecido pelo título provisório de Crash Bandicoot Mobile. O lançamento oficial foi em 25 de março de 2021.

História

Dr. Neo Cortex despachou vilões por todo o multiverso para assumir o controle de todas as dimensões. Com a ajuda de sua irmã Coco, Crash deve levar os lacaios de Cortex de volta às suas próprias dimensões!

Trailers

crash on the run trailer 1
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crash on the run trailer 3
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crash on the run trailer 4
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crash on the run trailer 5
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Análise

por Fagner Santos

Crash Bandicoot foi uma franquia que ficou na geladeira por muitos anos desde “Crash: Mind Over Mutant” lá em 2008 até que por fim, depois de uma longa espera, Crash inesperadamente voltou em um pack especial para “Skylanders Imaginators” em 2016 e em 2017 tivemos o hypado remake da trilogia clássica intitulado “Crash Bandicoot: N. Sane Trilogy”, nosso bandicoot teve um retorno triunfal que o colocou no topo novamente.No mundo mobile, as coisas não foram muito diferentes, pois o último jogo de grande hype do marsupial foi o “Crash: Mutant Island” de 2009, lançado para o bom e velho Java/J2ME inclusive. Certo, teve o “Crash Bandicoot: Nitro Kart 2” lançado para o iOS em 2010, mas esse passou batido para muita gente, até porque nem todo mundo podia ter acesso à plataforma da Apple e bem, Crash também sumiu nos celulares desde então até que, com o retorno da franquia nos consoles, a Activision aparentemente decidiu que era hora de trazer Crash Bandicoot de volta para os celulares e a produtora escolhida para o trabalho foi uma gigante, a King, famosa pelos jogos das séries Candy Crush e Bubble Witch (e que também pertence à Activision, já que a Activision Blizzard a comprou em 2016, só a título de curiosidade para quem não sabia). Nascia assim o divertido“Crash: OntheRun!” para o Android e também para o iOS que iremos analisar aqui e agora!

Antes de começar, quero agradecer ao Paulo DB por permitir que mais uma análise minha de um game para celular esteja no site, obrigado Paulo, está me ajudando a reviver os bons tempos em que escrevi aquelas análises para o finado WapBrasil e que acabei trazendo para cá também.

Também gostaria de avisar que minha análise foi feita com base em minha experiência de jogo durante a Minitemporada de Lançamento e a Primeira Temporada, podendo a experiência variar dependendo dos recursos surgirem no jogo através das atualizações que ocorreram ou irão ocorrer após esse período. Enfim, vamos começar que já enrolei demais!

Como o nome sugere,“On the Run!” é um jogo de corrida infinita (endless runner), gênero popularizado pelo famoso “Temple Run” no início dos anos 2010 e que está aí até hoje com franquias como “Subway Surfers” por exemplo, o qual consiste basicamente em correr sem parar durante as fases, pulando e desviando de obstáculos. É engraçado que eu já imaginava um jogo nesse estilo para o Crash lá em 2017 (quem leu a versão completa da “CrashBandicoot: Trilogy” no Crash &SpyroLegacy sabe) e bem, o jogo cumpriu legal essa minha expectativa.

Começando pelos gráficos, são bem agradáveis e coloridos, os cenários são bem feitos, remetem ao estilo visual adotado após N. Sane Trilogy e isso inclui também o visual dos personagens, o que considero um ponto positivo. Contudo, ao mesmo tempo, o jogo foi feito para ser leve e rodar na maioria dos celulares, o que de certa forma os tornam simples se vistos de um ângulo mais crítico. No final das contas, acredito que a King acertou nesse quesito, pois as animações e os gráficos estão bonitos e bem optimizados, meu Redmi 7A conseguiu rodar o jogo sem engasgar tranquilamente.

Indo para a parte sonora, o jogo quase não tem sons de ambientação de fundo, mas conta com a dublagem dos personagens com as vozes que conhecemos dos jogos de console mais contemporâneos. Respeito à trilha sonora, consegui perceber um estilo a basear-se também nos três últimos títulos da franquia para os consoles, só que sem nada muito marcante. Acredito que as músicas poderiam ser melhores e mais empolgantes, no geral elas ficam em um meio termo.

E agora vamos ao que interessa, a jogabilidade. “Crash: OntheRun!” foi disponibilizado como um game Free to Play (ou F2P para os íntimos), ou seja, você pode jogar o jogo gratuitamente e faz compras opcionais dentro do jogo através de microtransações, algo comum hoje em dia em jogos de celular e nossos conhecidos Cristais do Poder são a moeda dentro do jogo. Por que eu comecei falando sobre isso? Bem, para já citar um ponto positivo importante e assim já te motivar a jogar, pois até a data em que essa análise foi escrita, esse jogo NÃO se trata de um jogo mercenário, ou seja, ele não vai minar ou limitar muito a sua jogabilidade se você não puder ou escolher não gastar dinheiro no jogo, é possível ter muitas skins pagas, até mesmo as consideradas Lendárias, apenas jogando e guardando Cristais, há muitas coisas dentro do jogo que te rendem Cristais grátis como Missões Diárias, Voltas de Joia (veremos mais sobre elas abaixo), PasseBandicoot (grátis ou pago) e até mesmo subindo de nível!

Os controles do jogo são bem simples, basicamente os movimentos conhecidos de outros jogos da franquia como giro, deslizada e barrigada foram adaptados ao estilo do jogo e ao touchscreen,além de que você pode jogar tanto com o Crash quanto com a Coco. O menu principal é a Base da Coco, onde você irá escolher o que vai jogar e fazer as tarefas básicas necessárias para avançar no game.

A mecânica da campanha principal dentro da história consiste basicamente em missões para derrotar os bandos de vilões que Cortex espalhou pelo multiverso e para isso você precisará construir as armas certas e para construir as armas certas, você precisa explorar os mapas das ilhas abertas nas chamadas Voltas de Coleta, onde você poderá coletar os ingredientes necessários em corridas livres, cada mapa terá diferentes tipos de ingredientes, alguns servem para construir armas e outros para melhorar a própria base. Uma vez coletados os ingredientes, você poderá construir as armas nos Laboratórios e depois executar as missões no PC de Missões que lhe renderão Joias do Poder que irão liberar novos mapas. Em resumo, há basicamente um sistema de crafting atrelado à campanha principal, o que pode ser muito maçante e repetitivo a longo prazo se você não curtir muito esse tipo de coisa. As armas levam um tempo para serem feitas e o reabastecimento de ingredientes nas Voltas de Coleta também, o que pode te deixar meio sem o que fazer no jogo nos primeiros dias onde não se tem muitas coisas liberadas. Com o tempo em que você vai liberando novos cenários e novas ilhas e as coisas vão se diversificando mais, você passa a se divertir desbravando os novos lugares e nisso surge o desafio de gerenciar o Silo, local onde você guarda os ingredientes, pois há um limite de ingredientes que você pode guardar dependendo da capacidade atual do mesmo. É um sistema que de certa forma mantém a longevidade do jogo, mas que ao mesmo tempo, prejudica um pouco a experiência da campanha (ainda que o crafting seja parte dela, não é algo agradável para muitos), algumas armasde momentos maistardios do game chegam a levar tempos absurdos para serem feitas e alguns mapas de Voltas de Coleta possuem ingredientes escassos e mal distribuídos, te obrigando a esperar reabastecer a fase para coletar mais. A forma de contornar isso é acelerando os processos com os Cristais, que podem reabastecer os mapas ou fabricar as armas mais rápido e até mesmo comprar os próprios ingredientes, coisas que se você for um jogador F2P, muito provavelmente não irá querer fazer e irá guarda-los para comprar skins como prioridade. Outra forma que ajuda quanto aos ingredientes é coletando mais deles com o auxílio dos bônus outorgados por algumas skins em específico ou ainda utilizando-se com sabedoria da Coleta em Dobro Diária onde, uma vez ao dia, você pode assistir um anúncio para dobrar o que coletou.

CURIOSIDADE: Os mapas das ilhas e até seus nomes originais em inglês são inteiramente baseados na trilogia clássica.

Além da campanha e das Voltas de Coleta, temos também modos de Desafio paralelos, que são de três tipos:

  • Volta de Joia–Uma corrida rápida com um objetivo simples, geralmente é quebrar todas as caixas, derrotar todos os inimigos ou apenas chegar ao fim da fase. Esse modo dá como prêmio Gemas coloridas que… são só colecionáveis que não servem para nada. Entretanto, depois de ter coletado a Gema, ao repetir a Volta de Joia da fase, você ganha dois Cristais como prêmio, o que é uma ótima forma de ganhar Cristais grátis, principalmente quando você tiver vários mapas liberados, provavelmente é a melhor fonte de Cristais gratuitos do jogo e você pode repetir cada mapa uma vez a cada 24 horas;
  • Volta de Desafio – Parecido com o anterior, só que o prêmio são ingredientes específicos. Não são mandatários e nem interessantes na campanha, mas os ingredientes a mais podem ser úteis caso eles esgotem no mapa da Volta de Coleta em que estão disponíveis;
  • Contra o Tempo – Basicamente o modo Time Trial da franquia adaptado ao estilo do jogo. O prêmio são as Relíquias obviamente, variando entre Safira, Ouro e Platina dependendo do seu desempenho e elas são só colecionáveis também.

Essa é a parte “casual” e “offline” do jogo, mas ele não acaba por aqui, pois agora entramos na parte competitiva, digamos assim. Ao coletar 10 Joias do Poder, você libera as Voltas de Sobrevivência e o competitivo entre times. As Voltas de Sobrevivência consistem em competir contra outros Crash’es e Coco’s em corridas no estilo endless runner puro, onde se corre infinitamente, fica cada vez mais difícil e o último a morrer ganha.

“Uau! Então é uma competição online com outros jogadores?”

Não, infelizmente (pelo menos, até a data em que a análise foi escrita, não)… Apesar da King ter dado a entender nos trailers que isso seria o modo online do jogo, os Crash’es e Coco’s que você enfrenta são bots (robôs), ou seja, são controlados pela máquina, apesar de representarem jogadores reais de outras equipes, o que é uma decepção, tapearam a gente direitinho. Todos os dias, o jogo dá três tickets grátis para participar de Voltas de Sobrevivência, o modo é uma forma simples de ganhar Troféus, apesar de que também é possível ganhar Troféusna campanha ou trocando Passos e Wumpas no totem que fica no centro da base.

Falando em Troféus, eles são os pontos do competitivo, cada jogador coletará Troféus durante a temporada em curso e poderá se juntar a uma equipe ou criar uma usando dez Cristais. Cada equipe é composta por até trinta jogadores e a pontuação da equipe se dá com base na soma de Troféus de todos os membros. As equipes são separadas em diferentes rankings de cem equipes e ao final da temporada, ganham prêmios as equipes que ficarem nas melhores posições, sendo estes prêmios Cristais, ingredientes e skins. Olhando assim, até parece um sistema legal, pois depende da equipe toda para conseguir uma pontuação legal, exercitando o trabalho em grupo… Se não fosse um sistema facilmente burlável, acredito que ainda faltam ajustes para deixar o sistema mais justo, como uma separação de ranking por atividade da equipe, visto que nem todos possuem o mesmo tempo para jogar.

Acredito que isso resume bem o que é o “On the Run!” para quem ainda não experimentou, não é exatamente um jogo para todos, principalmente se você não estiver muito acostumado com sistemas de jogos para celular Free to Play que te fazem esperar para poder jogar. É um jogo graficamente bonito, com pontos altos e baixos, que se sustenta na repetição, mas que mesmo assim, outorga ao jogador uma experiência divertida para quem gosta de construir e depois usar o que construiu para derrotar os vilões e ter aquela sensação de que tudo valeu a pena. Acredito que valha o esforço de ao menos conferir o game baixando-o através da loja de aplicativos da sua plataforma e tirar suas próprias conclusões.

Som
7
Gráficos
9
Desafio
7
Jogabilidade
7
Geral
8

Nota do Site

7.6

Descrição

Pontos Positivos

Pontos Negativos