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Ficha Técnica

crash 4
Produtora(s):Toys for Bob
Publicadora(s):Activision
Plataforma(s):PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5, Xbox Series S/X, Nintendo Switch, PC (Battle.net)
Gênero(s):Plataforma
Modo(s):1-4 (local)
Placar de líderes (online)
Data(s) de Lançamento:02/10/2020 (PS4/XOne)
12/03/2021 (PS5/XSX/XSS/Switch)
26/03/21 (PC)
Título(s) Alternativo(s):Crash Bandicoot 4: Tondemo Multiverse (JP)
wumpa

Prévia

wumpa

Troféus e Conquistas

História

Seguindo os eventos de Crash Bandicoot: Warped, depois de anos aprisionados, Neo Cortex, N. Tropy e Uka Uka conseguem escapar ao criarem uma falha no espaço-tempo.

Após o esforço para a fuga, Uka Uka cai em um sono profundo, mas N. Tropy cria uma máquina para abrir mais portais no espaço-tempo para se locomover por várias dimensões.

Agora, Crash e Coco têm de salvar o dia novamente, agora com ajuda das Máscaras Quânticas, despertadas após as mudanças feitas pela fuga dos vilões em outras dimensões. Elas garantem que que Crash e Coco consigam alterar a realidade para passar pelas fases.

Galeria

Trailers

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crash 4 trailer 2
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crash 4 trailer 4
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Análise

por Paulo DB – 30/10/2020 – Análise da versão PS4

Em 2 de outubro tivemos o tão aguardado lançamento da nova aventura de Crash Bandicoot lançada para PlayStation 4 e Xbox One (retrocompatíveis no PS5 e Xbox Series S/X) intitulada “Crash Bandicoot 4: It’s About Time“. Joguei bastante o game, terminei a história e tentei coletar todos os itens possíveis (e não consegui) e creio agora ser possível avaliar o jogo.

Pra começar, “It’s About Time” não é um jogo fácil! Aliás, este é certamente o jogo mais difícil da franquia. Comparável até ao grande sucesso “Cuphead”, muito conhecido pela dificuldade excessiva em suas fases. Deixemos essa parte para mais adiante. No momento, vamos justamente começar analisando os melhores pontos do jogo e, certamente, este ponto se refere aos Gráficos do jogo. Desde o princípio, a vontade da Naughty Dog era criar um jogo em que as fases, os personagens e inimigos tivessem um visual remetendo aos desenhos animados. Infelizmente, devido às limitações de hardware da época, isso não foi tão bem perceptível nos jogos lançados. Víamos jogos lindíssimos, porém o visual era muito parecido com um jogo comum do console, mas não com desenhos animados. Agora, graças às novas tecnologias dos consoles atuais, isso foi possível. A Toys for Bob (desenvolvedora do jogo) conseguiu trazer essa vibe de animação ao jogo de uma forma muito bem executada. Os cenários estão lindíssimos, os personagens não parecem mais tão realistas como foi na trilogia “N. Sane Trilogy”, porém não ficaram mal-feitos. Muito pelo contrário: ficaram muito bonitos e com animações e expressões corporais bem cartunescas. A exceção, em minha opinião, fica com Neo Cortex, que ficou com um visual muito parecido com o dele em “Crash of the Titans/Mind Over Mutant”, mas não chega a ser um defeito.

Esse jogo conta a continuação de Crash Bandicoot 3: Warped. Seria uma continuação alternativa ou oficial? Você decide isso, mas eu creio ser uma continuação alternativa. Inclusive, a história desse jogo (Crash 4) está muito bem contada e será uma das coisas que irá prendê-lo à aventura, impedindo que desista tão cedo do jogo. As cenas do jogo estão muito bem-feitas, isso tudo associado aos gráficos lindos do jogo tornam esse um dos pontos com maior destaque aqui. Como dito na nossa prévia:

“No final da história de “Crash Bandicoot 3: Warped”, Neo Cortex, N. Tropy e Uka Uka ficam presos no passado após a máquina do tempo entrar em colapso. Agora finalmente eles conseguiram escapar da prisão interdimensional, porém causando algum tipo de fissura nas dimensões. É nesse clima de viagens dimensionais que os personagens Crash e Coco enfrentarão os desafios do jogo. As máscaras que nossos personagens irão usar no jogo servirão de ajuda para passar por estes obstáculos.”

Outro ponto muito bem construído no jogo são os efeitos sonoros. As músicas combinam perfeitamente com as fases e os momentos em que elas alteram também são bem colocadas. Como, por exemplo, numa fase onde você está ouvindo a música normal da fase e entra numa caverna e a música fica com efeito mais distante, justamente para nos passar a ideia de que estamos adentrando um local fechado. Ou quando utilizamos uma máscara em determinado local e a música acelera ou fica mais lenta. Disso vou falar mais adiante.

Em relação à jogabilidade, o jogo não peca. Ela ficou até mais fluida que na trilogia “N. Sane Trilogy” (desculpem, mas é inevitável a comparação). O que foi adicionado ao jogo também foi muito bem-vindo, que foram as máscaras quânticas. São quatro: Lani-Loli, Kupuna-Wa, Ika-Ika e ‘Akano. Cada uma delas dá um poder especial a Crash ou à Coco. A máscara Lani-Loli alterna elementos no cenário, fazendo-os aparecerem ou sumirem; Kupuna-Wa é a máscara do tempo – ela deixa os inimigos e elementos do cenário mais lentos, inclusive é possível usá-la para desacelerar o tempo para destruir caixas de Nitro; Ika-Ika é a máscara da gravidade, ou seja, ela permite que alternemos a gravidade no cenário para destruir caixas, derrotar inimigos ou escapar de abismos; por fim, temos o ‘Akano, que é a máscara que permite que Crash e Coco girem com mais força, permitindo que destruam caixas protegidas sem a necessidade de usar a “barrigada”. A jogabilidade com essas máscaras foi muito bem implementada no jogo e permitiu uma maior diversidade no level design das fases e dos bônus.

Falando em bônus, o jogo também nos apresenta outros tipos de fases além das que podemos jogar em nossa primeira jogada. São dois tipos de fases novas no jogo: são elas as fases Flashback e as fases N. Verted.

Nas fases Flashback, nós enfrentamos uma câmara de desafio proposto por Neo Cortex na época em que Crash Bandicoot foi “criado”, lá em 1996. O mesmo vale para Coco Bandicoot. São 11 fases para o Crash e 10 para Coco. Essas fases, apesar de serem bem desafiantes, são bem divertidas de jogar e oferecem um desafio até que interessante ao jogador.

Nas fase N. Verted, como o nome já sugere, temos as mesmas fases da aventura padrão porém no modo espelhado e com efeitos visuais especiais para cada dimensão que jogamos (no jogo não temos mundos, mas dimensões). Por exemplo, na dimensão do tempo presente, as fases são escuras e o cenário é iluminado com o giro de Crash e Coco. Outra fase, da dimensão dos piratas, aparece com cenário em preto e branco e ele é colorido conforme fazemos o movimento de giro ou quando destruímos caixas pulando sobre elas. O desafio dessas fases é o mesmo da fase principal, com a diferença de estar em modo espelho e com a localização da Joia Escondida em outro ponto da fase (essas são bem escondidas, por sinal).

Outra novidade no jogo é a presença de novos personagens jogáveis: Neo Cortex, Dingodile e Tawna. A jogabilidade com cada um é bem diferente. A jogabilidade com Neo Cortex envolve mais a resolução de pequenos puzzles onde ele precisa usar sua arma para transformar os inimigos em plataformas ou saltadores que possibilitem que ele ultrapasse abismos ou alcançar locais mais altos, além do “dash” de velocidade que Cortex pode usar para avançar mais rápido para frente. A jogabilidade com Dingodile envolve mais destruição, onde ele usa sua arma de sucção para sugar caixas de madeira e para arremessar caixas de TNT para abrir passagens ou derrotar inimigos. Já a jogabilidade com a Tawna é muito mais rápida, onde ela pode usar seu gancho para alcançar locais mais distantes ou destruir caixas também distantes dela no cenário, ela possui ataques de chute e pulo duplo, mas não pode girar como seus amigos Crash e Coco. Pessoalmente, as melhores jogabilidades dentre esses personagens são de Dingodile e Tawna. Neo Cortex pode frustrar muito os jogadores mais acostumados com a movimentação mais fluida dos demais personagens, sendo mais difícil coletar todas as joias com ele, por exemplo.

Aliás, para quem curte coletar itens, esse jogo é um prato cheio! Não temos mais cristais no jogo, porém temos um número absurdo de joias para coletar. São 228 joias normais de 228 joias invertidas, 38 Relíquias de Safira, Ouro, Platina ou Roxa (equivalente ao tempo do desenvolvedor), 38 Relíquias Insanamente Perfeitas e 21 Fitas Flashback. Ou seja, muitos itens a coletar.

Em cada fase temos 6 joias no máximo, sendo que 3 são coletadas ao acumular um certo número de frutas Wumpa, outra é obtida ao destruir todas as caixas da fase, a outra está escondida em algum lugar da fase e a última se refere ao desafio de terminar a fase com menos de 3 mortes. O mesmo vale para as fases N. Verted.

As fitas Flashback são coletadas ao alcançá-las na fase sem ter morrido nenhuma vez. Se na fase tiver essa fita e você morrer antes de chegar a ela, a fita desaparece (fica transparente, sendo possível saber até onde deveria chegar sem morrer). Já as Relíquias Insanamente Perfeitas só são conquistadas se você terminar a fase sem morrer e se destruir todas as caixas coletando todas as joias referente às frutas Wumpa (não é preciso coletar a joia escondida), tornando este um dos desafios mais difíceis do jogo.

Este desafio só não é o mais difícil do jogo porque o pior é o de coletar as Relíquias do tempo. Mesmo com a habilidade que é conquistada ao terminar o jogo, coletar as relíquias não será um trabalho para qualquer um! A diferença aqui é que você não é obrigado a destruir todas as caixas, porém você deve terminar a fase no menor tempo possível sem morrer. Além disso, os tempos são muito baixos para conquistar as relíquias melhores (Ouro, Platina ou a Roxa). Para piorar o desafio, a conquista/troféu referente às relíquias no jogo exige que você colete todas as relíquias de PLATINA. Isso mesmo! Nos jogos “N. Sane Trilogy” e “Nitro-Fueled” a única exigência era coletar todas as relíquias de Ouro em todas as fases/pistas, mas agora não, tornando esse o desafio mais difícil de toda a franquia. No modo de relíquias de tempo, as caixas mudam completamente (inclusive as caixas de Nitro e TNT também mudam). Ainda no modo de Relíquias do tempo, é possível comparar os seus tempos com os de seus amigos, assim como nos jogos anteriores.

Aliás, o desafio não está só em coletar todas as relíquias (insanamente perfeitas e do tempo) mas passar as fases sem morrer (ou morrendo pouco). As primeiras fases oferecem desafios aceitáveis e até não prejudica a diversão por conta desses desafios (não frustram muito), mas do meio para o fim o jogo nos dá desafios extremamente insanos de difíceis. É possível zerar o jogo? Claro que sim! Porém se prepare para morrer MUUUUIIITOOOO!

Para estimular os jogadores a não desistirem tão facilmente, a Toys for Bob criou um modo chamado “Moderno”. Neste modo, você pode morrer quantas vezes quiser, que não dará Game Over, reiniciando sempre do último Ponto de Controle (Checkpoint) marcado na fase. O único contador neste modo será o de suas mortes. Já o modo tradicional de jogo é chamado de modo “Retrô”. Neste modo as vidas aparecem e caso você perca todas, você reiniciará a fase do início.

Mesmo assim, será muito fácil você se frustrar com o jogo, podendo acabar desistindo em algum ponto do jogo pois os Pontos de Controle foram posicionados bem distantes uns dos outros.

Outro “desafio” é de paciência. Os tempos de carregamento do jogo estão muito altos para um jogo desse tipo. Jogos mais antigos como “Ratchet & Clank Remake”, por exemplo, possuem tempos de carregamento bem menores e se trata de um jogo com cenários bem maiores. Pode ser que lancem (ou já tenham lançado) um patch para corrigir isso, como fizeram em 2018 no “N. Sane Trilogy”, porém, para esta análise estou considerando o que vivenciei no jogo até este momento em que estou redigindo esse texto. Outro problema neste momento é o que tem acontecido com alguns jogadores que é o de perder os saves do jogo, tendo que recomeçar e recuperar todo o progresso até aquele momento, o que é um outro fator que pode frustrar caso esse problema não seja resolvido logo.

Uma coisa bem legal que adicionaram ao jogo foi a possibilidade de equiparmos roupas em Crash e Coco. As joias coletadas servirão para desbloquear skins bem divertidas para serem usadas em todas as fases, incluindo a skin do Fake Crash e da Fake Coco (novidade na franquia, inclusive). Além disso, existe um modo multiplayer local no jogo, tanto no modo aventura quanto fora dele.

O modo multiplayer dentro do jogo consiste no chamado “Pass N. Play”. Neste modo, você joga fase com um amigo e pode decidir se passará o controle para seu amigo quando morrer após um Checkpoint ou só ao terminar a fase, assim como acontecia nos jogos antigos da era 16 bits. Este seria um modo Cooperativo.

O outro modo multiplayer presente no jogo é um modo Competitivo chamado “Batalha Bandicoot”. Neste modo você e até 3 amigos podem competir em dois modos de disputa – Corrida dos Checkpoints ou Combo de Caixas. Na Corrida de Checkpoints, você precisa chegar o mais rápido possível ao próximo Ponto de Controle na fase. Já no Combo de Caixas, as caixas de Wumpa dão pontos e se destruídas em sequência podem dar muitos pontos de uma vez. Ganha quem fizer o maior número de pontos ao final de cada Ponto de Controle passado. No final da fase é contabilizada a quantidade de vitórias nos Pontos de Controle. Esses são modos divertidos porém limitados ao modo local, mas é uma boa pedida para jogar com um amigo quando este estiver em sua casa.

Depois de tudo isso que falei, o que posso dizer sobre o jogo é que ele é divertido, porém pode frustrar muitos jogadores que só procuram DIVERSÃO. Creio que o principal num jogo seja a Diversão e não passar raiva (risos). Muitos jogadores podem até curtir o Desafio excessivo num jogo, mas outros também muitas vezes buscam se distrair jogando, apenas para passar o tempo e estes tenderão a largar o jogo rapidamente (poderão “zerar” o jogo e depois deixá-lo de lado). Por isso, destaco no jogo os Gráficos, os Sons e a Jogabilidade como positivos no jogo e o Desafio como negativo, porém em partes esse Desafio excessivo pode acabar prejudicando a Jogabilidade, pois para se passar certas fases é preciso ter muita sorte para não acabar apertando um botão errado por engano e acabar fazendo um movimento errado em momentos chave das fases.

O jogo está disponível para as plataformar PlayStation 4 e Xbox One em 2 de outubro e estará presente como parte da retrocompatibilidade dos consoles PlayStation 5 e Xbox Series S/X desde o lançamento desses consoles.

Som
10
Gráficos
10
Desafio
5
Jogabilidade
7
Geral
8

Nota do Site

8.0

Muito Bom

Pontos Positivos

Pontos Negativos

Análises dos Visitantes do site

(0)
Som 
Gráficos 
Desafio 
Jogabilidade